terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estratégia SNG $1+0.20 - Parte II - M de Matemática

Pois, matemática... Aquela cena estúpida que também existe no Poker. Infelizmente não dá jogar apenas com a nossa intuição e criatividade. Uma pena, pois nascemos para fazer jogadas dignas de génios e existirão sempre uns cromos de máquina de calcular em punho a estragar-nos a beleza do jogo.

Mas não se preocupem, que explicarei as coisas da matemática com truques para preguiçosos, de modo a termos mais tempo para inventarmos as jogadas próprias do nosso talento natural.

Ora, se cumpriram o indicado na parte I, sobrevivem ainda na mesa, mas as blinds crescem e começam a aumentar a pressão para irmos a jogo. Continuem a sobreviver aos três últimos e sigam com calma para bingo. Não se assustem, que quanto mais lerem, mais sabem que vamos lá chegar e até podemos ir apreciando os erros dos outros que tiveram o azar de sentar na mesa errada.

Nesta fase, gradualmente, teremos de começar a pensar em ser mais agressivos, mas, essencialmente, temos é de começar a controlar o tamanho da nossa stack em relação às blinds.

Para nos facilitar a vida, existe o chamado factor M:

M=Nossa Stack/(Small Blind + Big Blind)

Este valor, no fundo, mede a saúde da nossa stack. Quanto maior for o nosso M, melhor ela está e quanto menor, mais perto ela anda de desaparecer sem nós percebermos porquê.

Ora, a teoria diz que temos de modificar o nosso jogo de acordo com o nosso M e fala de N situações com Ms de 30, 20, 10, etc etc etc. Eu digo, que se lixe a teoria que somos preguiçosos e mais práticos e portanto a única coisa que nos é útil, é controlar quando a nossa stack se aproxima do valor 5. Isto, porque se chegarmos a esse ponto, então só temos duas jogadas possíveis: All-in ou Fold!

Atalhando então para preguiçosos, para sabermos se estamos ou não perto de ter de fazer All-in, mal apanhemos um par de cartas em condições, basta ir controlando se a nossa stack anda perto do seguinte valor:

Somem a small blind com a big blind, multipliquem por 10 e dividam o resultado por 2.

Exemplo:

Blinds de 100/200. Somamos as blinds e ficamos com 300. Multiplicamos por 10 e obtemos 3000. Dividimos por 2 e ficamos com 1500. Neste caso, devemos pensar em fazer All-in se a nossa stack andar a ficar perto de 1500 fichas. É só respirar fundo uma ou duas vezes e mal se vejam duas cartas (ou uma) que nos interesse, pumba, cá vai disto: ALL-IN!

Resumindo, enquanto vamos aprendendo a dominar os SNG, mal passem os 3 primeiros níveis de blinds e antes de pensar em que mais cartas podemos jogar, vamos começar a controlar o factor M=5. Temos sempre de estar de olho nesse valor de fichas de modo a sabermos não só em que ponto estamos, como que adversários estão à beira de carregar no gatilho.

M, podia ser de M&M, mas não, é M de Matemática e dá-nos muito jeito para controlar o M5! :)

2 comentários:

  1. ... mal se vejam duas cartas (ou uma) que nos interesse, pumba, cá vai disto: ALL-IN!

    Mas a arte está em escolher as cartas. Depende de com quê que os adversários fazem call... (pista: pode ser melhor ir com 87 do que com Q6, pois podemos ser dominados por QT, etc)

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  2. :) Já vi que também andas a dar-lhe! Abraço!

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